sexta-feira, 24 de junho de 2016

SAIBA POR QUE 24 DE JUNHO É O DIA MUNDIAL DO DISCO VOADOR

O dia 24 de Junho se comemora dia de São João, mas nós que pesquisamos ufologia vemos essa data de outra forma e comemoramos o Dia Mundial do Disco Voador. Isso mesmo, todo dia 24 de junho marca a principal celebração do ano de um ufologista, nome dado a quem estuda a existência de UFOs, sigla em inglês para Unidentified Flying Object — ou, em bom português, OVNI: acrônimo de Objetos Voadores Não Identificados Mas como surgiu esse dia? Aqui você vai saber.

Caso Kenneth Arnold

No dia 24 de junho de 1947 o aviador Kenneth Arnold voava próximo ao Monte Rainier, no estado de Washington, nos Estados Unidos, quando avistou nove objetos estranhos voando pela região. Ele havia feito um desvio de sua rota original, pois havia uma recompensa para quem encontrasse os destroços de um avião caído naquela região.


Após desistir das buscas e iniciar a retomada de seu trajeto, Arnold foi surpreendido com um ponto de claridade que, de acordo com o seu relato, se movia a cerca de 40 km de distância de sua aeronave. Como o céu estava limpo, ele inicialmente pensou que pudesse ser apenas algum reflexo na janela de seu veículo, hipótese logo descartada após alguns testes simples.

Meio minuto após o primeiro reflexo, como se a luz do sol estivesse sendo refletida em sua direção por meio de espelhos, ele avistou uma série de outras luzes se movendo rapidamente ao norte do Monte Rainier.

Velocidade supersônica e formato de disco

A curiosidade sobre o que acabara de ver levou Arnold a mudar novamente sua rota e, de longe, refazer o trajeto desenhado no céu pelos objetos voadores não identificados. Ao descer o avião, ele pôde calcular uma estimativa do trajeto percorrido pelos OVNIs e do tempo gasto para fazer isso. O resultado foi uma velocidade média impressionante de 2.700 km/h, algo inimaginável para qualquer aeronave em 1947.

Além da velocidade supersônica, chamou a atenção de Arnold a forma como voavam tais objetos. Em declaração a Nolan Skiff e William C. Bequette, do jornal East Oregonian, o piloto havia dito que os veículos voavam “como um prato atirado pela superfície da água”.

Segundo o aviador declarou mais tarde, ele nunca se referiu ao formato dos objetos como “pratos” ou “discos”, porém, a sua descrição levou Bequette e Skiff a cunharem o termo “disco voador” pela primeira vez na história — daí o fato de se celebrar o dia 24 de junho como o Dia Mundial do Disco Voador.

Visitantes de outro planeta?

 Nas semanas e meses seguintes ao evento, Arnold deu uma série de entrevistas à imprensa dos Estados Unidos. Em uma conversa com o jornal Chicago Times, no dia 7 de julho de 1947, o aviador fala sobre a possibilidade de aqueles discos terem sido guiados por seres de outro planeta.

A reportagem relatava o seguinte

 “Arnold, ao levantar a possibilidade de esses discos serem de outro planeta, disse, indiferente com as suas origens, que eles aparentemente voavam até a algum destino acessível. […] Ele disse que os discos estavam fazendo voltas tão abruptas próximos ao pico do monte que seria impossível para pilotos humanos terem sobrevivido à pressão [de dentro do disco]. Então, ele também acredita que eles estavam sendo controlados de qualquer outro lugar, independentemente de ser de Marte, Vênus ou do nosso próprio planeta”.

Em uma série de outras entrevistas, Arnold deixa clara a sua posição de que dificilmente aqueles objetos voadores pertenciam ao exército dos Estados Unidos ou ao de qualquer outro país, reafirmando a ideia de que provavelmente sua origem era extraterrestre. Ele, inclusive, clamou por inúmeras vezes que as Forças Armadas do país norte-americano se posicionassem a fim de esclarecer tais dúvidas, mas isso nunca aconteceu.

Depois deste fato, uma série de outros relatos sobre avistamentos de objetos voadores não identificados começou a surgir. Há, inclusive, uma revelação feita pelo garimpeiro Fred Johnson, que afirmava ter visto seis objetos voadores no dia 24 de junho de 1947. Tais objetos seriam parte do grupo de nove, visualizado por Kenneth Arnold.









segunda-feira, 13 de junho de 2016

PESQUISADOR NARRA A BUSCA DE OVNI'S NA SERRA DA BELEZA



Pioneiro na pesquisa de campo na região da Serra da Beleza, o Ufólogo e pesquisador Arthur Ferreira encontrou uma incidência do fenômeno OVNI que remonta há pelos menos 50 anos e foi relatado pelos moradores da região em mais de 400 casos documentados por ele.

A história da ufologia brasileira tem como um de seus principais capítulos a pesquisa   na Serra da Beleza, iniciada pelo renomado ufólogo Marco Antônio Petit, em 1982, em Conservatória, distrito de Valença, Rio de Janeiro. Pioneiro na pesquisa de campo na   região, Petit encontrou uma incidência do fenômeno OVNI que remonta há pelos menos 50 anos e foi relatado pelos moradores da região em mais de 400 casos documentados por ele.

Eu me juntei ao grupo de pesquisa em 1989 e, desde então, vimos muitas manifestações. Aprendemos que diante de uma experiência ufológica real o menos relevante é fotografar ou filmar. Foi exatamente isso que aconteceu em 3de agosto do ano passado, um sábado, por volta de 21h30m, em uma noite limpa de céu estrelado. Eu e o pesquisador Júlio Ferri, estávamos em vigília desde as 17h, em um platô, ponto de observação dentro de uma fazenda onde temos autorização de pesquisa.

Esse é um ponto de fluxo de carros que transitam na região e os faróis podem confundir quem não está acostumado com a pesquisa de campo. Fizemos um pacto e lançamos um   pensamento de que não iríamos fotografar nem filmar, caso tivéssemos um avistamento.  Minutos depois comecei a ver clarões no céu, à nossa direita, bem próximo ao horizonte. Não podia ser relâmpago, pois o céu estava claro e estrelado. Foram cinco clarões como flashes, mas grandes. Olhamos na direção contrária e vimos uma luz gigantesca que ocupava toda a montanha e toda a estrada.


Vimos perfeitamente um carro passando embaixo da luz e a reação do motorista que vinha acelerando, mas quando viu a luz quase parou, depois prosseguiu lentamente. Debaixo da luz dava para ver as lanternas traseiras dentro daquela luminosidade toda. Quando o motorista ultrapassou o limite mais central da luz, ele acelerou visivelmente apavorado.

De repente, Júlio pegou a máquina para fotografar e para nossa surpresa a luz se fechou. Pelo binóculo eu via perfeitamente que ela permanecia lá, só que pequena e vermelha. Bati na mão dele e falei que havíamos combinado de não fotografar. “Guarda a máquina”, eu gritei. Ele guardou e a luz voltou, com toda intensidade. Naquele momento percebi que estávamos interagindo com eles.
Ficamos em êxtase. Tudo acontecia a um quilômetro de distância mais ou menos. A luz tinha um arco de uns 40 metros de diâmetro ou mais, era branca luminescente, seu núcleo era azul cintilante, parecia viva. Ao sair da fazenda passamos por uma porteira que antecede uma mata fechada. Júlio saiu do carro para abri-la e quando ele estava passando eu senti uma pancada enorme no carro, acompanhada de um estrondo e um tranco que sacudiu o   veículo na lateral direita. Imediatamente pensei que havia calculado errado e enfiado o carro na porteira.

De fora do carro, Júlio ouviu e sentiu a mesma coisa. Ele pensou que eu tinha atropelado algum bicho. Saí do carro e constatamos que não havia nenhum arranhão, nenhum amassado, o carro estava intacto. No caminho para a cidade, que fica   a 12 quilômetros, paramos quatro vezes, pois não entendíamos o acontecido. Especulei que poderia ser um animal, mas não ouvimos nenhum barulho na mata cujas folhas estavam secas.
Até hoje não conseguimos explicação. Ufologicamente, acredito que o objeto poderia estar ali em uma condição invisível e, ao partir, provocou deslocamento de ar, um barulho, mas provavelmente em outra condição extrafísica. Hoje tenho a intuição de que os seres que estão na região não querem ser fotografados e nem filmados.

O Ufólogo Arthur Ferreira é um dos maiores nomes da Ufologia no Brasil! Pesquisador sério. Rondinelli.





quinta-feira, 5 de maio de 2016

OVNIS E ETS QUE HABITAM EM PERUÍBE - SP


"Você vê coisas que existem e pergunta: por quê? 
Enquanto isso, eu sonho com as coisas desconhecidas e pergunto: por que não?" 
George Bernard Shaw 




Silas Costa(foto) é pescador. De sua casa simples em Peruíbe, encravada à beira do mangue, tem uma vista privilegiada: a serra do Mar. Possui píer privativo, onde está ancorado o seu barco. Às 4h30 sai para pescar, e é nesse horário que costuma ter suas visões: “Do morro em direção ao mar, num trajeto que não costuma passar aviões e abaixo das nuvens, é comum ver uma luz forte”, relata. Para ele, essa luz tem uma explicação muito clara: “é um objeto voador não identificado”. A revelação de que ovinis sobrevoam a cidade não choca moradores e turistas desse município localizado entre o mar e a montanha, no extremo sul do litoral paulista, até porque a luz descrita por Silas, também costuma ser vista por diversas outras pessoas na região.

O relato de Silas, bem como de muitos outros moradores e visitantes, é encarado com seriedade pela administração municipal de Peruíbe. A cidade possui um céu límpido graças à falta de indústrias, uma vez que sua área encontra-se ao abrigo de uma das mais importantes reservas naturais do mundo: a Estação Ecológica Jureia-Itatins.

O interesse pelo assunto, que já atinge âmbito nacional, motivou a prefeitura local a instituir um passeio turístico inusitado: o roteiro ufológico. O itinerário, único de caráter oficial em todo o país, conta com oito pontos propícios para se avistar os supostos objetos não identificados. .

As luzes não seguem um único padrão. Podem variar entre fortes e fracas, assim como ter cores, geralmente vermelho e amarelo. Avistamentos de bolas de fogo também são comuns e, de forma mais concreta, há quem afirme que já viu naves de diversas formas geométricas. Silas diz que chegou a correr de uma delas, com receio de ser abduzido. “Uma vez, uma nave muito parecida com um ônibus me acompanhou no trajeto de volta para casa. Ela estava muito próxima, a cerca de 20 metros de distância. Foi a única ocasião em que senti medo com esses fenômenos”, afirma o pescador.
Autor de dois livros sobre o assunto e fundador do Grupo de Estudos Ufológicos da Baixada Santista, Wallacy suspeita que a aparição constante desses ovnis em Peruíbe acontece por causa da Estação Ecológica Jureia-Itatins. “É uma região preservada que esconde muitos mistérios e é rica em minérios, que faz com que a casuística seja maior”. Histórias semelhantes têm levado cada vez mais pessoas à cidade, atrás de experiências com seres extraterrestres ou, simplesmente, por curiosidade. Ufólogos montam acampamento no município quando um novo relato é registrado. “Vamos para pesquisar a fundo casos que aconteceram por lá. Assim, entrevistamos testemunhas e colhemos materiais para análise. Tentamos fazer uma investigação completa”, explicou o ufólogo Wallacy Albino, morador de Guarujá.

Ufólogo da capital paulista e autor de livros sobre o assunto, Paulo Aníbal vai além: “Peruíbe conta com algumas coisas bem estratégicas que atraem esses ovnis, como a riqueza mineralógica, a geologia, os produtos genéticos e a natureza abundante”. Aníbal, que há 25 anos estuda o fenômeno, elogia a forma como a administração pública municipal trata o assunto: “A única prefeitura em todo o Brasil que tornou esse roteiro oficial é a de Peruíbe, e isso é muito bom porque nos dá a oportunidade de documentar os eventos de maneira mais consistente”.

No início de 2001, realizou-se o 1º Congresso Ufológico de Peruíbe, que reuniu 800 pessoas para discutir o fenômeno. Em abril do ano passado, o congresso chegou à 8ª edição e contou com conferencistas de todo o país, além de quatro preletores internacionais. Nesta edição, paralelo ao congresso, foi realizada a 2ª Conferência Internacional Sobre Vida Extraterrestre da Jureia. Juntos, os eventos atraíram cerca de 700 pessoas por dia.

A Secretaria de Turismo não tem dados concretos sobre o número de pessoas interessadas no assunto que vão à cidade exclusivamente por causa do roteiro alienígena. Contudo, afirma que a procura tem crescido.

Há quem esteja disposto a desembolsar de R$ 20,00 até R$ 180,00 pelo passeio em pontos de avistamentos. A única agência de turismo na cidade que realiza o roteiro é a empresa Na Trilha da Jureia. A excursão pode levar de quatro horas até o dia inteiro, dependendo do que for fechado com o participante.

A busca pelo roteiro acontece com mais frequência no período do congresso, depois diminui. A procura é incipiente, mas curiosa, já que chega a atrair pessoas que nem acreditam em vida extraterrestre.

Contudo, é um fenômeno que não se pode ignorar, já que ajuda a aquecer a economia local. Diz João: “Uma pessoa de fora que chega à cidade atraída por esse roteiro, gasta, em média, R$ 150,00 por dia, fora a hospedagem. Isso traz retorno para o município”.

Conhecida como Capital Nacional do Disco Voador, a cidade, contudo, não prima pela divulgação e exploração do roteiro. Os pontos de avistamentos propostos não contam com placas informativas. “Isso é um erro, pois os que vêm de fora não conseguem chegar sozinhos aos lugares apresentados nos materiais de divulgação da prefeitura. Muitas vezes, passam pelo ponto e não sabem que ali é o lugar que procuram. Se, por acaso descobrem, não têm como conhecer a história daquele lugar sem a ajuda de um morador local”, reclama Keila Andrea Costa, ufóloga e fundadora do Grupo de Estudos e Pesquisas Ufológicas de Peruíbe.

Roteiro extraterrestre


Além das luzes coloridas e dos fortes brilhos no céu, há relatos de pessoas que chegaram a ver seres iluminados que deslizam sem tocar o chão. Isso vai de acordo com antigas fábulas da cidade. Keila explica que Peruíbe tem muitas lendas sobre o assunto: “Dizem que no início da história da cidade uma nave caiu aqui, com um casal extraterrestre e a ‘mulher’ morreu na queda. O Exército capturou a nave e o corpo. Contam que, até hoje, o sobrevivente ronda por aí, procurando por sua companheira. Descrevem-no como um ser esbranquiçado, alto, de uns dois metros, que se move rapidamente”.

Segundo a ufóloga, a lenda vai além. Ela conta que há quem acredite que ele possa ‘morar’ no interior da Pedra da Serpente, um dos pontos de visitação sugeridos pelo Roteiro Ufológico. Ela está localizada na encosta da serra, pela entrada para o Guaraú. É uma imensa parede rochosa vertical, que possuía em relevo a ilustração de uma serpente enrolada – hoje ainda dá para ver as marcas do desenho na rocha. O local é apontado como pródigo em avistamentos de ovnis e de seres luminosos. Há relatos de que, à noite, é possível observar um desses seres, além de bolas de luz esbranquiçadas saindo da rocha em direção ao mar.

A região do Guaraú, tanto a praia quanto a serra, também está inclusa na rota dos ETs. A praia do Perequê é outra que acumula inúmeros relatos ufológicos. Foi numa praia que João Fioribelli Jr teve seus avistamentos. Em uma das ocasiões, o secretário estava caminhando pela areia com sua família, na região das Ruínas do Abarebebê, quando avistou uma imensa luz esbranquiçada. O fenômeno durou cerca de 15 minutos, chegando a pairar no céu bem acima da família. No mar, temos o segundo ponto: a Ilha da Queimada Grande. O local, moradia das temidas e venenosas cobras jararacas-ilhoa, conta com inúmeros avistamentos de ovnis e seres luminosos que, à noite, saem e entram no mar. “Alguns ufólogos acreditam que a base submarina desses seres extraterrenos fica embaixo da ilha”, explica o pescador Silas. Mas Wallacy contesta: “Isso é bobagem. Não tem como ter uma base ali, porque nosso mar não é tão profundo para isso”.

A praia de Barra do Una está no itinerário por conta do relato de um casal local que, de madrugada, viu uma enorme bola de luz branca, pairando sobre a areia da praia. Segundo narração publicada no site da prefeitura, dois seres luminosos, que flutuavam bem próximos ao chão, saíram dessa bola, e um deles foi em direção ao casal, que correu da criatura. Então os seres voltaram para a nave que levantou voo sem emitir qualquer som.

O bairro de São José conta com uma ocorrência inusitada. Em 2008, um objeto desconhecido teria pousado num taboal, bem próximo à rodovia Padre Manuel da Nóbrega. Nesse local, uma marca oval foi constatada na manhã seguinte, onde a vegetação foi amassada, seguindo o mesmo padrão. Na ocasião, Wallacy e diversos outros ufólogos foram ao local para estudar as marcas.


A praia de Peruíbe e o Costão também são tidos como ótimos pontos de avistamentos de ufos. Numa vigília realizada em 2009, um ovni foi observado, realizando um movimento rápido. Ele saiu de Itanhaém e pairou a aproximadamente 500 metros à frente das poucas pessoas presentes. Segundo contam, o objeto voador não identificado afundou no mar.

Em três oportunidades, Ricardo Varela Correa, engenheiro do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), visitou Peruíbe e achou inusitada a proposta da prefeitura local. “É um roteiro interessante, pois abre um leque cultural à parte sobre um assunto que não é muito explorado turisticamente. Este é um itinerário que chama a atenção e, no turismo, tudo é válido”, diz.

Se no turismo ele aprova, na ciência a situação é diferente. Segundo o engenheiro, o Inpe não tem nenhum estudo realizado que constate tais fenômenos. “Não temos o que dizer sobre tais aparecimentos, pois cada declaração de avistamento faz parte da verdade subjetiva da pessoa”, afirma.


APESAR DE SER UMA PROPAGANDA ESCANCARADA DO TIPO TURISMO UFOLOGICO ACHEI QUE VALIA A PENA TER POSTADO!





terça-feira, 12 de abril de 2016

CASO SALYUT 6




No dia 18 de junho de 1981, o Gosplan (Ministério do Planejamento da ex-URSS) convocou uma reunião extraordinária. Na ocasião estavam presentes diversos ufólogos, cosmonautas e autoridades soviéticas, inclusive militares. Seu moderador foi o próprio chefe do programa espacial soviético, General Georgi Timofeevict Beregovoy. Ao seu lado estava Vladimir Kovalyonok, o cosmonauta que, em companhia de Viktor Savinikh, permanecera 77 dias no espaço, a bordo da estação Salyut-6, em 1981.

Na reunião, os cosmonautas teriam declarado que a Salyut-6 fez contato com uma nave de origem desconhecida durante 4 dias (com interrupções) que orbitou junto com ela, a uma distância de 400 km de nosso planeta. O evento teria envolvido os astronautas, Kovalyonok e Savinikh, e três seres desconhecidos a bordo do veículo misterioso que tinha a forma de uma esfera e apenas a metade do tamanho da Salyut-6, de 16 metros de comprimento.

Segundo a descrição dos cosmonautas, o veículo também não apresentava saliências como painéis solares, dos quais as espaçonaves normais costumam extrair energia. As duas naves encontraram-se em 14 de maio de 1981, quase no fim da prolongada estada dos dois astronautas russos.

No encontro, após uma breve introdução do general Beregovoy, todos teriam visto um impressionante filme, um documento feito por cosmonautas soviéticos durante o período em que as duas naves mantiveram contato. O filme foi rodado através de uma das portinholas da Salyut-6. A nave desconhecida, às vezes, aparece a uma distância de apenas 40m.

Conta a reportagem que os dois astronautas estavam trabalhando em suas experiências científicas, após 75 dias de permanência no cosmo, quando Kovalyonok observou um objeto esférico, surgindo de repente a uma distância de mais ou menos 1.000 m, e alertou Savinikh. Ficaram algum tempo observando através de duas portinholas separadas. Kovalyonok apanhou uma câmara e rodou os primeiros fotogramas do que acabou se tornando um filme de 45 minutos. Ele não tinha a menor explicação plausível para o que estava acontecendo. Com a ajuda de binóculos percebeu portinholas na outra nave.

Durante as primeiras 24 horas, isto é, todo o dia 14 de maio de 1981, o objeto misterioso permaneceu em posição estacionária em frente a Salyut-6, sem demonstrar sinais de vida. De repente, ao acordarem, no dia cósmico seguinte, os dois astronautas viram a nave não identificada mais de perto, a menos de 100 metros de distância.

Segundo os cosmonautas, a nave não identificada se movera sem usar jatos, impulsos ou quaisquer outros recursos visíveis. Mesmo de perto, não denotava nenhum deslize na sua superfície suave, uniforme, prateada. Os astronautas identificaram uma série de janelas, 24 ao todo, em três níveis, e, três cabeças de aparência humana atrás, respectivamente, de três portinholas.

Pelas janelas, puderam observar seres que usavam capacetes leves, parecidos com capuzes apertados, tendo, assim, os rostos parcialmente cobertos. Mas três quartas partes das faces eram visíveis através de visores transparentes. Tinham sobrancelhas compridas, grossas e narizes retos. Mas o que mais impressionou os cosmonautas foram os olhos – enormes, azuis, duas vezes maiores que os dos humanos – fixos, sem mostrar o menor sinal de emoção. Nenhum músculo se mexia nos seus rostos.

Representação do Objeto

Mais tarde, no mesmo dia, e durante o dia seguinte, como os seres se mostravam amistosos, dispostos a entrar em comunicação, Kovalyonok teria pedido autorização à Terra para estabelecer contato mais imediato. Recebeu permissão para tentar trocar mensagens visuais, mas perguntando sobre a possibilidade de um contato físico, o controle da missão respondeu com um NYET.

Os cosmonautas estavam se sentindo perfeitamente à vontade ante o comportamento muito humano dos estranhos, cuja nave mudava de posição frequentemente, sem dificuldade. Numa ocasião chegou a distar 30 metros da estação soviética. Os astronautas podiam não só ver os estranhos, mas também observar seus movimentos, que pareciam humanos, embora muito rígidos, mecânicos e artificiais.


Os cosmonautas, então, teriam aberto um grande mapa celeste próximo à portinhola. A carta mostrava nosso sistema solar no centro. Kovalyonok se admirou quando um dos seres puxou seu próprio mapa. Kovalyonok viu o sistema solar num lado. Não restava dúvidas que eles estavam equipados com os mapas de navegação de absoluta exatidão e apontavam para a parte de nossa Galáxia com toda a precisão. Kovalyonok fez um sinal, pondo o dedo polegar para cima, e o estranho ser, sem sorrir, fez a mesma coisa. Em seguida, a nave deles se afastou a uma velocidade muito alta. Na órbita seguinte, estava de volta. Ela se afastou seis vezes, ao todo, jamais por uma razão aparente.

Usando uma lanterna potente, Kovalyonok teria tentado se comunicar, primeiro em russo, através de Código Morse, sinalizando: “Cosmonautas soviéticos saúdam visitantes à Terra”. Os estranhos seres não entenderam. Tentou então uma mensagem em inglês: “Are you receiving us? “, também em Morse. Nenhuma resposta. Então ele tentou uma figura matemática, usando uma luz breve para ZERO e uma longa para UM, e sinalizou o número 101101. Logo depois veio um sinal luminoso em resposta. A mensagem não era apenas mera repetição da cifra de Kovalyonok e foi decifrada com sendo um logaritmo da base usada por Kovalyonok.

No dia seguinte, os seres teriam saído da nave e andado pelo espaço. Tinham mais ou menos dois metros de altura e usavam a mesma roupa. Os cosmonautas teriam então pedido permissão para também saírem, o que lhes foi negado. No quarto dia a nave desapareceu.



Por alguma razão, segundo o relato reproduzido pela Revista Manchete, Kovalyonok e Savinikh haviam se acostumado àqueles seres estranhos, silenciosos e ante emotivos.

Viktor Savinikh e Vladimir Kovalyonok.

Apesar da importância que um evento desses teria, vindo a público e se confirmado verdadeiro, muito pouco repercutiu a bombástica reportagem da Revista Manchete. Nem mesmo a própria fez muito alarde após isso, o que contribuiu para ter deixado o episódio — e até se uma eventual investigação teria sido levada a cabo para revela-lo — totalmente no obscurantismo…